quarta-feira, 13 de junho de 2012

O que é que te faz saltar da cama?



O toque comichoso do despertador? Um berro de alguém que acordou antes de ti a dizer que já estás atrasado para o trabalho, escola? Eu não tenho dúvidas que da maior parte das vezes não acordaria sem um destes dois! Mas então a questão não é tanto o que nos faz levantar de manhã (hoje em dia já há despertadores que começam a voar pelo quarto assim que chega a hora de acordar…), mas mais aquilo que nos dá vontade de ficar acordados para viver o dia.

Vejamos um caso limite, claramente exagerado e possivelmente inexistente, da rotina matinal diária de uma pessoa que pouco faz por se envolver com a vida:

Despertador toca – a pessoa acorda, olha à volta e pensa:
Despertador a funcionar - check
Quarto tal e qual como estava ontem, quando me deitei - check
Pequeno-almoço que tinha ficado de tomar com a namorada – oh, ela é capaz de se esquecer – check
Calmamente, com sentimento de dever cumprido, a pessoa reclina a cabeça na almofada e volta a adormecer – afinal, pode ser que o despertador volte a tocar durante o dia.



Acho que ninguém no seu perfeito juízo tem como objectivo viver a sua vida sem deixar uma marca, por mais ténue que seja, nos que o rodeiam. E essa marca muito dificilmente pode ser deixada se vivermos constantemente alienados do mundo e bem aconchegados na nossa zona de conforto. Os meus 19 anos de vida – “ainda és um miúdo!” – permitiram-me chegar a uma conclusão que partilho agora convosco: É bom ter razões que nos façam saltar da cama, envolvermo-nos com as pessoas e situações que a vida nos apresenta. É ótimo pôrmo-nos a mexer, fazer coisas novas, ter ideias originais.

E assim chegamos a uma nova questão: “O que é suposto que eu faça, se tenho o talento x, mas não sou muito bom no campo y?”.
Em primeiro lugar, temos de ter consciência que todos somos diferentes. Não queiras ser como o Brad Pitt ou a Charlize Theron, se está na cara que o teu caminho não vai ser o do cinema.
Em segundo lugar, e mais importante, todos temos pelo menos um tesouro! Se puseres nesse tesouro, nesse talento que tu tens acima de todos os outros, o teu coração, então não tenho dúvidas de que vais sair realizado! O importante a ter em mente é que se temos jeito para uma coisa, então não devemos esconde-la e guardá-la para nós mesmos – essa é, na maioria das situações, a atitude mais confortável. Um candeeiro não se acende para ser tapado, mas antes para iluminar os outros à sua volta*.

Por último, nunca nos esqueçamos que devemos começar “fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”*. O mundo lá fora quer ver a tua próxima obra literária, mas primeiro tens o teu irmão à espera que o ajudes no trabalho de português. Hoje é o último dia de ensaios para um teatro cómico em que vais atuar, mas tens um amigo triste à porta e que só precisa de cinco minutos da tua alegria. O poder de tornar as coisas melhores temo-lo nós, o problema é às vezes saltar da cama...

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Aqui fica um vídeo de um projeto que admiro bastante e que nos chama a utilizar os super poderes que cada um de nós tem!

video
 

*referência ao evangelho de S. Mateus (S. MATEUS, cap. V, v.15.)
*frase de S. Francisco de Assis

Já sabias que dá para partilhar em qualquer rede social cada post que aqui lês? Se não, ficas a saber…

4 comentários:

  1. Muito giro, gostei muito do post miguel. Faz-nos de facto pensar no sentido da nossa vida. beijinho

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    1. Rita, fico contente por teres gostado, mas ainda mais por conseguir pôr alguém a pensar eheh. Também acho um bom exercício este de pensar sobre aquilo que nos faz mexer todos os dias, o que nos dá energia para a vida. Beijinhos

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  2. muito fixe miguel, tá bacano. Abraço

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