quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Quem és Tu, se Não És Capaz de Lutar por Aquilo em que Acreditas?

Magoa

Ouvir aquilo em que acreditamos ser escarnecido e desrespeitado pelas pessoas à nossa volta.

Magoa

Ver desafiados, muitas vezes mesmo à nossa frente, os valores que toda a vida nos acompanharam e guiaram as nossas acções.

Magoa

Estar no meio de um mar de gente e sentir uma solidão amarga, poder contar apenas com nós próprios.


É bem pior que um murro no estômago!


E atenção!, quando falo de crenças não me refiro somente às religiosas. Quando gostamos muito de uma pessoa, acreditamos que ela é importante, senão para o resto do mundo, pelo menos para nós próprios. Quando nos dedicamos a um projeto, acreditamos que este pode trazer alguma coisa boa, alguma coisa de diferente, às pessoas à nossa volta.

Apesar disso, quantas vezes somos capazes de lutar por aquilo em que acreditamos? Se as nossas crenças são uma parte tão importante daquilo que define cada um, não devia ser um dado adquirido estarmos disposto a defendê-las?

"MEXE-TE!" - grita uma voz dentro de nós - quando sentimos que alguma coisa não está bem, que alguém está a passar o limite do aceitável com um certo comentário ou ação. "Faz qualquer coisa! Diz que não concordas, impede-o de fazer aquilo, protege-o, qualquer coisa!!". Infelizmente, nem sempre somos capazes de exteriorizar aquilo que sentimos estar certo. O medo de que os outros achem que somos uns totós, ou mesmo o receio pela nossa integridade física, é terrível quando se apodera de nós. É capaz de roubar a razão, de paralisar qualquer movimento que pensemos fazer.

Má notícia
Vencer este medo nem sempre é fácil. Há situações em que é muito difícil fazê-lo.

Boa notícia
Vencê-lo está longe de ser impossível! Deixo-vos dois exemplos abaixo de situações em que tal coisa aconteceu.


Andy Garcia, no filme "For Greater Glory: The True History Of Cristiada"
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Cristera




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Who Are You If You Cannot Stand Up For What You Believe In?


It hurts

To hear what you believe in, being mocked and disrespected by the people around you.

It hurts

To see the values that during your whole life have guided your actions being challenged.

It hurts

Being in the middle of a crowd and feel a bitter loneliness, being able to count  on no one but ourselves.


It's far worse than a punch in the stomach!


And beware, when I speak about beliefs, I'm not only referring to the religious ones. When we like someone, we believe they're important, if not for the rest of the world, at least for ourselves. When we put some effort in a project, we believe it can bring something good, something different, to the people around us.

In spite of that, how many times are we capable of fighting for what we believe in? If our beliefs are such an important piece of what defines oneself, shouldn't one be undoubtedly willing to defend them?

"MOVE!" - a voice inside us screams - when we feel that something is not all right, that someone is crossing the limit between what's acceptable and what is not, by saying or doing something. "Do something! Say you don't agree, stop him from doing that, protect him, anything!!". Unfortunately, we are not always capable of externalizing what we feel is right. The fear for having other people judging us as crazy, or even the fear for out physical integrity, is terrible once it takes upon us. It can steal our reasoning, paralise any movement we might think of doing.

Bad News
Overcoming this fear is not always easy. There are situations in which it is extremely hard to do so.

Good news
Overcoming it is far from impossible! Below, I leave you with two examples where such a thing happened.

Andy Garcia, in the movie "For Greater Glory: The True History Of Cristiada"
http://en.wikipedia.org/wiki/Cristero_War


http://www.guardian.co.uk/stage/2011/oct/25/romeo-castelluci-christian-protesters-play 

8 comentários:

  1. MAis uma vez ao teu estilo...
    Brilhante e muito entusiasmante para participarmos ativamente na vida!
    obrigada pelas dicas.

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  2. Gostei muito da mensagem Miguel, continua.
    beijinhoo

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    1. Obrigado Rita, fico contente que tenhas gostado :)

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  3. Ausência de gestos corajosos, sair da zona conforto é crescer, é lutar por aquilo em que acreditamos. Nada fácil, com Deus mais leve.

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    1. Bons pontos, concordo com todos eles. De facto, há medos que temos de vencer para poder crescer.

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  4. Post interessante!

    No entanto, os exemplos que dás são os dois de pessoas a lutar por uma crença religiosa, ainda por cima a mesma (a verdadeira, ainda assim!).

    Isto leva-me a considerar outra coisa.
    A verdade é que nesses dois casos as pessoas lutaram porque sabiam que não estavam sozinhas, sabiam que havia outra Força por trás delas que, na verdade, até fazia muito mais do que elas próprias, ainda que não pareça.

    Além disso o que está aqui em causa é a mensagem cristã. Os mártires, como no caso da Guerra dos Cristeros, morrem por Cristo ou então por outros, nunca por si.
    Quando vemos alguém defender até às últimas aquilo em que acredita e que não seja o cristianismo, essa pessoa acaba por estar mais a defender-se a si mesma do que aquilo em que acredita.
    Melhor dos exemplos: Hitler.

    Podíamos também falar no caso de Martin Luther King mas, mesmo esse, era cristão. Não defendia os negros por ser negro, mas por valorizar a liberdade e dignidade de qualquer ser humano.


    Claro que eu posso, e devo, defender o meu novo negócio por achar que ele está certo mas, eventualmente, ele poderá não estar e temos que saber ver sempre onde está a linha, parece-me!

    Abraço!

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    1. Nuno, muito bom ponto.

      Concordo que é diferente defendermos o Cristianismo ou uma simples ideia nossa, na medida em que, como dizes, ele poderá não estar certo como julgávamos.

      No entanto, não sei se concordo com a frase "Quando vemos alguém defender até às últimas aquilo em que acredita e que não seja o cristianismo, essa pessoa acaba por estar mais a defender-se a si mesma do que aquilo em que acredita."
      Não achas que uma pessoa pode defender até às últimas um ideal ou um simples projeto, por acreditar no bem que este pode trazer ao mundo? Nesse caso não está a defender-se a si mesma, mas sim o potencial bem para o resto das pessoas.

      Abraço

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